Frīġ

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(Sugestão de pronúncia reconstruída)

Significado do nome: Provém da palavra 'frīg', que significa 'amor', 'carinho' ou 'favor' em inglês antigo.

Pronúncia: Pronunciado de forma semelhante ao inglês moderno 'free' com um 'r' feito com a língua no céu da boca. O 'ġ' faz o mesmo som que o 'y' moderno.

Outros nomes/variações ortográficas: Frīġe e Frīcg são apresentados como alternativas anglo-saxãs. Frigg (nórdico antigo), Frī (alto alemão anigo, saxão antigo, frísio antigo, antigo baixo francônio), Frea (longobárdico) e *Frijjō (proto-germânico) aparecem como formas variantes.

Função: Frīġ é uma Deusa diretamente associada ao Destino e ao conhecimento do futuro. No mito tribal dos longobardos, Frīg utiliza essa astúcia para premiar a vitória de Winili (longobardos) e enganar o marido, Wōden. Sua interpretação como deusa fiandeira também sugere a capacidade de afetar diretamente o Destino através do ato de tecer ou fiar, conectando-a à rede da Wyrd e a predestinação da Orlæġ de uma pessoa.

Dadas as associações entre Destino e Soberania divina (vindas de Lady With a Mead Cup) e seu papel de divino matrona das videntes, Frīġ é vista como a Divina Rainha. Ela teria assim associações com a entrega de hidromel e as qualidades de iniciação espiritual e cultural associadas ao ato de dar hidromel.

Frīġ também atua como protetora doméstica e governa atividades relacionadas à manutenção e coesão familiar. Como a Vesta romana, Frīġ é Deusa do lar e lareira (hearth) e pode ser abordada como tal durante o ritual doméstico, atuando como limiar para o numinoso. Frīġ é também uma Deusa da fertilidade feminina, sendo uma parteira divina e protetora de crianças. A associação de Freyja com ancestrais femininas (dísir) no mundo nórdico também pode servir para se traçar o papel familiar e do lar de Frīġ. 

Como tanto a Frigg quanto Freyja nórdicas muito provavelmente descendem da mesma deusa germânica comum, Frīġ pode ter sido associada à magia. Profetizas nórdicas carregavam cajados com formato de ferramenta de fiar, e ambas Frigg e Freyja tinham mantos de falcão, dos quais se conhece as propriedades mágicos do segundo destes. Freyja é conhecida por ser senhora das valkyrjur, e uma wælcyrġe entre os anglo-saxões era, ao menos tardiamente, vista como uma bruxa.

Iconografia: Uma figura de bronze do século 5 do século 7, encontrada perto do rio Deben, acredita ser uma representação da deusa. O cajado também está intimamente associado com Frīg em seu papel como protetora doméstica e tecelã. As implementações contemporâneas da iconografia podem ser referentes ao Destino, como carretéis, fios ou um tear, itens de abundância, como grãos, pães, frutas ou mesmo cornucopias. 

Fontes Atestadas: Sexta-feira Moderna (inglês antigo: Frīġedæġ) tem o nome de Frīġ. Alguns nomes de lugares ingleses carregam seu nome, inclusive; Froyle, Freefolk, Fretherne, Friden e Frobury.

Interpretatio Romana: Juno, Fortuna, Vesta.

Bīnaman Contemporâneos (sugeridos pelo Lārhūs Fyrnsida): Eallmeaht (Todo-Poderosa), Cursberend (Carregadora de Maldições), Fēstermōdor (Mãe de Criação), Freoðuwebbe (Tecelã da Frith), Heorþmōdor (Mãe do Lar/Lareira), Hǣlugifa (Doadora de Saúde), Scildwīf (Dama do Escudo), Heorþweard (Guarda do Lar), Wyrdwebbe (Tecelã da Wyrd).

Fontes:

<https://larhusfyrnsida.com/fundamentals/godu/frige/>