Outras divindades

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Anglo-Saxãs


Mona

Mona é o nome da Lua em inglês antigo, e é atestado no calendário de Bede como Mōnandæg. Ao contrário do mundo latino, Mona é visto como um masculino "o lua", e a estrela central como "a sol". Embora outros registros em inglês antigo sejam escassos, na mitologia nórdica ele é conhecido como Máni. É difícil estabelecer uma hipótese sobre Mona devido à escassa informação registrada na mitologia germânica. Dada a predisposição do inglês antigo para a veneração de locais naturais, pedras imponentes e nascentes, não seria impensável que se aproximassem do Sol e da Lua como um par de entidades deificadas. 

Bældæg

Bældæg ou Bealdor é listado como um filho de Wōden em genealogias anglo-saxãs. Provavelmente o equivalente saxão do Baldr nórdico, deus da pureza e da luz, embora não esteja claro o quão desenvolvido seu culto religioso teria sido neste momento.

Fosǣta

 Embora Fosǣta não apareça no folclore anglo-saxônico propriamente dito, parece que ele era um deus proeminente dos frísios, os quais foram um dos povos que compuseram o corpus de imigrantes germânicos da Inglaterra juntamente com anglos, jutos, e saxões. É improvável que um deus que fosse tão importante para os frísio tenha sido desconhecido de seus irmãos na Inglaterra. Fosǣta é um deus associado à lei, à justiça e à reconciliação.

A Terra-Mãe e a doadora de vida. Possivelmente conectado à deusa anterior, Nerthuz, referenciada por Tácito.

Visigoda


Gēat

Aparece nas genealogias reais de Wessex. Possivelmente o deus tribal dos godos. O nome Gēat (atestado como Gaut ou Gaptr, em fontes em nórdico antigo) pode ser rastreado até o *Gautaz proto-germânico, ele próprio vindo de *geutaną, i. e., "verter" (to pour). Então assumimos que ele era a personificação do espírito de precipitação errante, a vontade de proteção através da renovação. Seu nome também pode ter algumas outras interpretações complementares. Gēat pode significar "deus", além de estar ligado a "Goth", sendo assim também o deus gótico por excelência, como a encarnação do espírito popular dos godos. Poderia também estar ligada a *Wōdanaz com alguma nicerteza e, entre os anglo-saxões, Nennius lista Wōden como filho de Gēat (Iat), um nome também cognato Gautr. Note também a semelhança de Gēat e as palavras para "gigante" através das várias línguas germânicas antigas e novas, o que também poderia aludir ao poder desta divindade. *Aþanareiks é provavelmente um de seus reiks mais amados, uma vez que lutou valentemente para manter o sidus dos godos contra a religião cristã durante o século IV dC. Gēat é o deus dos sidus propriamente dito, o guardião dos costumes e a essência tribal da cultura gótica, a qual temos resquícios através dos estabelecimento dos godos no que hoje é Portugal, Galícia e Espanha. Ele é, portanto, também um deus da ancestralidade e dos Ancestrais.

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Referências


Sidus and Worldview of Sáuilaþiudōs Haírþō <https://altheissidus.wordpress.com/2017/04/12/first-blog-post/>